
Processo seletivo de UFMA 2009 não terá prova de língua estrangeira apenas em 2010
Data de Publicação: 13 de maio de 2009
Processo seletivo de 2009 não terá prova de língua estrangeiraO acesso a Universidade Federal do Maranhão para o ano letivo de 2010 será feito através do Exame Nacional do ensino médio (ENEM). O Exame, que já é aplicado como forma de avaliação do ensino Médio no país há vários anos, não tem prova das disciplinas de língua estrangeira, fato que tem gerado muita polêmica nas escolas e cursinhos de São Luís.
De acordo com o pró-reitor de ensino, Aldir Carvalho Filho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) não incluiu as disciplinas de língua estrangeira no exame deste ano, porque nos anos anteriores a prova era realizada sem a presença delas. Por este motivo, não existe condições técnicas para a elaboração das questões referentes às matérias dispensadas. “O estudante que fizer a prova do ENEM este ano para ingressar na UFMA não será prejudicado, visto que o conhecimento adquirido por ele não será perdido. Não há necessidade de inclusão imediata dessas matérias, pois o peso delas é inferior a 5% do percentual total da prova”, afirmou.
Para o Pró-reitor, o ideal é que a população cobre que as escolas e as universidades trabalhem as disciplinas de língua estrangeira de forma competente e conjunta, oferecendo as duas ao mesmo tempo e não de forma opcional, pois quando o aluno ingressa na universidade ele tem muitas dificuldades em ler textos escritos em outros idiomas.
Ainda segundo o Pró-reitor de ensino, a adoção do ENEM pela UFMA não foi precoce, visto a seriedade da avaliação. “O ENEM é um exame cuja metodologia é fantástica, a prova é construída de forma sofisticada e a inclusão da língua estrangeira é uma novidade que requer tempo. O primeiro ano de aplicação do ENEM na universidade servirá para reforçar o modelo”, frisou Aldir Carvalho Filho.
O fato de não ter as matrizes das provas de língua estrangeira prejudicou a inclusão dessas disciplinas no exame, entretanto, a partir de 2010 essas disciplinas serão inclusas na prova do ENEM. As disciplinas de sociologia e filosofia também deverão ficar fora da avaliação de acesso ao ensino superior, previsto para o início de outubro.
Lugar: UFMA ASCOM
Novo Enem só cobrará língua estrangeira a partir do ano que vem O novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que irá substituir o vestibular em parte das universidades federais, não terá neste ano questões de idiomas estrangeiros.
A partir de 2010 o exame irá exigir esses conhecimentos. O que ainda é dúvida é se o aluno poderá escolher entre a prova de inglês ou a de espanhol ou se as duas serão obrigatórias. A tendência é que seja adotada a segunda opção.
Segundo Héliton Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (instituto ligado ao MEC), a decisão de não incluir língua estrangeira neste ano foi tomada após manifestações de algumas escolas que diziam ensinar apenas espanhol. Ele não informou quantas foram essas manifestações.
Essa situação ocorreu porque, a partir de uma lei sancionada em 2005 (com prazo de adaptação até o ano que vem), as escolas ficaram obrigadas a oferecer curso de espanhol, embora a matéria seja optativa para os alunos.
Como já existia a obrigatoriedade de ensinar uma língua, algumas escolas deixaram de oferecer inglês e ficaram apenas com o espanhol, para atender às duas exigências.
Levantamento da Folha publicado nesta semana mostra que, das 55 universidades federais, 14 pretendem usar somente o Enem como seleção, seja em todos os cursos ou em parte deles.
Uma delas é a Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), que deixou a cargo de cada unidade decidir se terá uma segunda fase.
Para Miguel Jorge, pró-reitor de graduação, a ausência do inglês na prova deste ano vai fazer falta. Ele disse que cada curso terá autonomia para decidir se fará uma segunda fase, mas afirma que recomenda essa alternativa, em que seria exigida a língua estrangeira.
Em nota distribuída pela assessoria da UnB (Universidade de Brasília), a decana de ensino e graduação da instituição, Márcia Abrahão, afirma que é um retrocesso não exigir inglês neste ano. "Estamos sucateando o processo", afirmou.
A universidade decide na próxima terça se irá adotar o exame como seleção. Procurado ontem, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) informou que a presidente da entidade estava incomunicável.
Lugar: ASCOM
Fonte: ANDIFES